quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Massa Nebulosa: poesia em outro idioma brasileiro (2023)


 

“A massa nebulosa é sempre inexplorada. Provêm dela o glifo ameríndio e o rasto dos pássaros. As runas das entranhas do Brasil. A sinuosidade do Amazonas. A visão de Iemanjá.  O velho sonho do Livro Único.

A outra língua brasileira não é habitável pelos escassos falantes. Não foi ainda toda escrita no dicionário. Nenhum pergaminho contém essa língua que a massa nebulosa envolve sem deixar de estar sempre à frente dela.”

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domingo, 15 de janeiro de 2023

Excertos de "Massa Nebulosa, uma conferência"

Nestas imagens, o rio Apa...rência (uma tela-totem) é acossado pelas máquinas do poema-livro Agronegócio (2018-2023): as máquinas antidemocráticas são vencidas pelas águas originárias, que voltam a crescer e transbordam alegremente.

domingo, 7 de agosto de 2022

Entrevista com Sérgio Medeiros, por Douglas Diegues

Foi aberta hoje, na Gruta dos Inumanos, a exposição MALÉVITCH NOS ANDES, com os desenhos do livro verbo-visual O ESPELHO DE HUAROCHIRI (Cultura e Barbárie, 2022), no qual a pai do suprematismo encontra um xamã andino. Explico isso na entrevista que dei ao poeta Douglas Diegues e que foi publicada hoje no VENTILADOR LITERÁRIO: https://ventiladorliterario.com/.../s%C3%A9rgio-medeiros...

sexta-feira, 1 de julho de 2022

John Cage No Hemisfério Sul (2022)

O carnaval silencioso da pandemia é o assunto deste longo poema verbo-visual, que retoma a partitura da composição 4'33'', de John Cage. Trata-se de uma biografia de Cage que não fala da sua vida, mas do "cancelamento" que ele buscou e alcançou em sua obra: o silêncio se torna sinônimo de não intenção, e a não intenção sinônimo de “não fazer nada”. Em consonância com essa estratégia de não fazer nada, o biógrafo do poeta e compositor norte-americano se fecha em casa e anota (e desenha) o silêncio e os ruídos de um dia de folia sem folia.

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