domingo, 17 de maio de 2020

Do livro inédito O passo do macaco, sobre a relação de um jovem poeta com um totem imemorial.

sábado, 25 de abril de 2020

Dicionário de Hieróglifos / Dictionary of Hieroglyphs (2020)

Este livro de poesia visual é o catálogo de uma exposição e também a galeria virtual do poeta e artista Sérgio  Medeiros. 
Nas 72 imagens que cobrem as "paredes" desta galeria, o dissílabo "apa" aparece caligrafado de várias formas e prenuncia duas grandes palavras: "aparecer" e "desaparecer", que nunca são escritas. 
Linhas horizontais, cortadas por uma linha vertical, compõem o hieróglifo fundador que serve de suporte para as letras e para outros hieróglifos: é a imagem do curso e das ondas do Apa, um rio dos confins do Brasil.

terça-feira, 10 de março de 2020

LIVROS NOVOS: "Friso de Caligrafia e Outros Poemas" e "N descritos com rimas"



Friso de Caligrafia e Outros Poemas (em português e inglês)


Neste livro bilíngue (português-inglês), três poemas longos se valem de hieróglifos imaginários para mostrar as relações possíveis entre o mundo e o submundo. Chamado de Xibalba pelos maias e de Aleph por Borges, o submundo é o lugar onde floresce a Árvore da Vida, que alimenta o mundo. Depois de dialogar com o Popol Vuh, o autor recorre às obras de Wittgenstein e de Mallarmé a fim de repensar os vínculos entre os hieróglifos e as letras, associando os primeiros ao submundo e as segundas ao mundo, porém as fronteiras entre eles não são nítidas nem os seus movimentos evidentes.






N descritos com rimas

A obra de Haroldo de Campos serve de referência para o autor, que propõe, à guisa de homenagem ao poeta paulistano, uma pequena galáxia de imagens terrenas. Essa galáxia, que parece não sair do chão, poderia ser caracterizada como um mundo pulverizado, cujas partículas, no entanto, ainda podem ser apreciadas a olho nu. Depois que a nuvem de descritos é carregada para longe, surgem grafismos duplos, que são rimas: elas anunciam o advento da poesia dos hieróglifos, à qual o autor também se dedica.        


terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Caligrafias Ameríndias

Caligrafias Ameríndias

Os grafos deste livro são atribuídos ao Jardineiro Do(u)do e querem sugerir as folhas de um jardim possível, folhas de uma palmeira que ainda não nasceu, mas que o poema parece anunciar ou evocar. A arte do Jardineiro Do(u)do é, nesse sentido, profética: transforma cada palma num sol e num olho. É uma arte iluminada na medida em que quer revelar algo que pulsa ou se move no escuro. Exatamente por isso a palma é também olho e sol, mesmo estando numa caverna — tudo se reduz, afinal, a uma arte das cavernas futuras, que reluz à sua maneira nas páginas do livro. O leitor é convidado a explorar a caverna em todos os sentidos, pois o livro, como o olho e o sol que ele contém, deve circular livremente.


Para ler on-line o livro "Caligrafias Ameríndias", clique aqui.

Para baixar uma versão digital deste livro, clique aqui.

Para comprar uma versão impressa deste livro, visite o site da Editora Medusa.