sábado, 13 de maio de 2023
sábado, 6 de maio de 2023
Mandala ameríndia
sábado, 22 de abril de 2023
O que aparece e o que não aparece (2023)
Ao propor um retrato verbo-visual do
Antropoceno, este livro de poesia de Sérgio Medeiros mostra inumanos (animais,
plantas, pedras etc.) avançando pelas antigas e desoladas obras humanas (lavouras,
estradas, ruas etc.), mas algo ainda aspira a ser expresso na linguagem das letras
e dos glifos, registrada em petróglifos arcaicos e outdoors contemporâneos. Urubus sobrevoam o mundo, lançando sua
sombra e seu olhar sobre os textos humanos, que se misturam agora
inextricavelmente a textos inumanos, pois, no fim, só existe um livro, o Livro
Único, como ensinou V. Khlébnikov, no qual todos, velhos inumanos e novos
humanos, escrevem e leem.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023
Massa Nebulosa: poesia em outro idioma brasileiro (2023)
“A
massa nebulosa é sempre inexplorada. Provêm dela o glifo ameríndio e o rasto
dos pássaros. As runas das entranhas do Brasil. A sinuosidade do Amazonas. A
visão de Iemanjá. O velho sonho do Livro
Único.
A
outra língua brasileira não é habitável pelos escassos falantes. Não foi ainda toda
escrita no dicionário. Nenhum pergaminho contém essa língua que a massa
nebulosa envolve sem deixar de estar sempre à frente dela.”
.jpg)
